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Riscos na Agropecuária: Como gerenciá-los

O risco é inerente a toda atividade e momentos da vida. Sem risco não existe projeto, inovação e muito menos evolução.
O que precisamos definir são quais riscos  pretendemos correr e o que faremos para minimizá-los. Na atividade agropecuária não é diferente. Sofremos ameaças desde o impacto climático, como a seca ou excesso de chuvas, passando pelas questões sanitárias, comerciais, políticas e técnicas. É comum o preparo do solo e as sementes estavam perfeitas, não nasceu porque a semente foi enterrada demais “ e ouvirmos: “estava tudo programado, o problema da perda de peso foi seca mais severa do que esperávamos”, “a aplicação foi correta, a invasora não morreu devido ao erro na hora de diluir o herbicida” e por aí vai. Poderíamos escrever um livro de muitas páginas com as citações de temas que deram errado. O problema é que as desculpas ou justificativas não alteram o resultado. Podemos definir que riscos são eventos ou condições não planejadas que podem ter efeito negativo ou positivo no sucesso da atividade. Sabendo que “coisas podem dar errado”, exploraremos neste texto medidas de como gerenciar os efeitos negativos do risco na atividade agropecuária.

 

O gerenciamento dos riscos pode ser divido em quatro etapas: identificar, analisar, responder e monitorar.
 
Passo 01: IDENTIFICAR OS RISCOS. Quando sabemos o que pode dar errado, maiores são as chances de criamos uma resposta efetiva. Existem diferentes formas para  identificação dos riscos, as principais são: brainstorming, entrevista com especialistas e lista de riscos.
O Brainstorming ou tempestade de ideias, objetiva explorar a capacidade criativa das pessoas envolvidas no projeto. É exposto um tema ou plano a se realizar na fazenda e é lançada a pergunta: O que pode dar errado? A técnica pode ser aplicada em uma ou duas etapas. Nesta última o tema é exposto ao grupo 15 minutos antes para análise individual. Na rodada aberta, o moderador registra todas as colocações.
Na entrevista com especialista deve ocorrer a escolha de um ou mais
profissionais, se possível com pontos de vistas distintos. Eles indicam os riscos e suas justificativas e o “dono” do projeto os registra.
A analogia ou lista de riscos, é a consulta dos riscos registrados para referente plano ou atividade em rodadas anteriores. Esta deve ser constantemente aprimorada e serve como base de consulta no estudo de riscos de um projeto.

Passo 02: ANALISAR. Com os riscos identificados, o próximo passo é entendê-los melhor. Esta etapa tem o propósito de classificar os riscos conforme sua probabilidade e impacto. Cada risco deve receber uma nota de 1 a 5 (1-muito baixo; 2-baixo; 3-médio; 4-alto; e 5-muito alto). As notas devem ser dadas para a probabilidade, seguida pelo impacto que este risco causaria no sucesso do projeto. Diante disso, cada
risco terá duas notas que devem ser multiplicas levando ao coeficiente final. Os riscos devem ser classificados por ordem decrescente conforme este coeficiente. Risco com probabilidade 5 e impacto 4 terá o coeficiente 20 e possivelmente estará no topo da lista.
Passo 03: CRIAR RESPOSTAS. Neste momento os riscos estão devidamente identificados e analisados, segue-se então a criação de respostas. Existem três procedimentos para criação de respostas: eliminação, transferência e mitigação.

 


Na eliminação o risco é completamente suprimido através do projeto ou atividade não ser colocada em prática. Exemplo: “Se não tiver carro, elimino o risco do meu carro ser roubado”. A eliminação deve ser adotada quando existem outras atividades de menor risco que atendem a expectativa do projeto. Diante disto deve-se abrir mão de atividades com grandes chances de insucesso.
A transferência é a alternativa de migrarmos a atividade e seu risco a um terceiro. Na atividade agropecuária temos como exemplo de transferência o arrendamento para agricultura bem como o encaminhamento dos animais para um boitel. Tais exemplos transferem o risco da lavoura própria e confinamento, respectivamente, para outro mais especializado. No exemplo do carro, o seguro é a
principal forma de se transferir o risco de roubo, neste caso para a seguradora.

 


A terceira e principal resposta aos riscos é a mitigação, ou seja, diminuir ou amenizar os efeitos do risco. Treinamento de equipe, acompanhamento da tarefa por consultor especialista, escolha de profissionais com experiência, aquisição ou troca de equipamentos são muito utilizadas na criação destas respostas. Uma adequada preparação para o período de entressafra mitiga o risco de perda de peso dos animais em caso de seca prolongada. Precisamos nos lembrar da importância da chamada curva de aprendizado. Se for a primeira vez, devemos pensar grande, porém fazer pouco, aprender e crescer rápido.
Voltando ao exemplo do risco de roubo do carro, a colocação de uma trava especial, estacionar em locais seguros e acionar alarme são medidas de mitigação.
Passo 04: MONITORAMENTO E ATUALIZAÇÃO. Sabendo da existência do risco, o gestor deve acompanhar de perto a execução das tarefas sempre com o olhar na prática das respostas aos riscos. Além disto, se faz necessária a mensuração dos resultados em tempo de adotar medidas corretivas.
A cada dia novas condições ocorrem podendo diminuir, aumentar, suprimir ou criar novos riscos para atividade. Cabe ao monitoramento e atualização identificá-los para que logo sejam criadas respostas.
Afinal, como disse o grande pensador da gestão, Peter Drucker: “Existe o risco que você não pode jamais correr, e existe o risco que você não pode deixar de correr”.
Que tenhamos a saberia para escolher qual risco correr e um método para gerenciar o escolhido, ou seja, “quem não arrisca não petisca” e “é melhor prevenir que remediar”!

 

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